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Obediência na SSVP

Confrades e Consócias, permitam-me compartilhar com vocês o que penso sobre a importância da obediência no âmbito da Sociedade de São Vicente de Paulo – SSVP.

Ela é tão fundamental para nós vicentinos e para a continuidade da sublime rede de caridade sonhada por Ozanam que ele próprio quis deixar registrado, quando solicitou ao seu amigo e confrade Bailly a elaboração de um regulamento que nos norteasse.

Achei importante trazer este tema, quando, reli, mais uma vez no nosso Regulamento, uma carta escrita por um ex-presidente do Conselho Geral, e que parece mais atual do que nunca!

Antes de eu dar os créditos do autor e do período em que foi escrita, vejam alguns trechos:

Adolphe Baudon (1848-1886)

“…Entre as recomendações que o Conselho Geral não cessa de fazer às conferências, há uma de certo modo capital, e que é repetida mais frequentemente que as outras: vem a ser que seus membros se esforcem por bem se compenetrarem do espírito do Regulamento…..De fato, o que assegura a perenidade da vida de uma obra cristã é a continuação de sua missão, em consonância com o pensamento que lhe deu origem e consubstanciado na sua Regra. Se uma Conferência ameaça a cair, é porque se afastou do Regulamento, seja da letra deste, seja, sobretudo, do seu espírito e, mesmo, algumas vezes, de ambos. E se, ao contrário disso, ela prospera, pode-se, igualmente, estar certo de que as tradições e os usos da Sociedade são ali fielmente observados. A experiência não cessa de demonstrar esta dupla verdade. Mas permita que eu diga, caro confrade, que me atormenta o receio de que o texto do nosso Regulamento não seja suficientemente conhecido por todos os nossos. Está nas mãos de todos, mas talvez não o leiam bastante. Percorrem-se, voluntariamente, as considerações preliminares, ouve-se a leitura delas nas reuniões, mas, quanto ao texto, pouco nele se pensa, do que resulta, necessariamente, que, não conhecendo o texto, mal se pode reter o seu espírito, e se chega a formar uma ideia falsa dos princípios sobre os quais repousa a Sociedade”.

Alguma semelhança com o que acontece na atualidade? Parece ter sido escrita hoje, não é mesmo?

Pois esta carta foi escrita   pelo Presidente Geral Adolphe Baudon, (mandato do CGI de 1848 a 1886), ao dirigir-se aos confrades em uma circular datada de 1º de novembro de 1856. Isso mesmo! Você não leu errado. Nos idos de 1800!!!

E cá estamos, em pleno 2019, sentindo esta mesma necessidade: de que os confrades e consócias, de fato, conheçam e obedeçam o nosso Regulamento, para não corrermos o risco de, um dia, deixar morrer o sonho de nosso principal fundador Antônio Frederico Ozanam e descontinuar sua aspiração  de reunir o mundo inteiro numa grande rede de caridade.

Finalizando, peço para refletirem:

  • Quando foi proclamado você prometeu cumprir e fazer cumprir o regulamento da SSVP. Você conhece e obedece ao Regulamento da SSVP, ou só o abre nas orações regulamentares iniciais e finais durante as reuniões?
  • Uma vez proclamado vicentino, entende-se que somos vocacionados, comprometidos com a SSVP, e não voluntários. Sua atuação na SSVP é de um vocacionado ou de um voluntário?
  • A SSVP hoje está presente em mais de 150 países, seguindo as mesmas regras. Você entende que teríamos toda essa capilaridade se cada um tivesse o seu regulamento?

Curiosidade:

O primeiro regulamento da SSVP foi promulgado em 8 de dezembro de 1835. As orientações gerais foram escritas por Emmanuel Bailly e os artigos por François Lallier.

*Cfd. José Alves Jerônimo
Coordenador do Departamento de Normatização e Orientação do Conselho Metropolitano de Brasília.

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